NR-12 SEGURANA NO TRABALHO EM MQUINAS E EQUIPAMENTOS

ANEXO IV  - GLOSSRIO

 

Ao positiva: quando um componente mecnico mvel inevitavelmente move outro componente consigo, por contato direto ou atravs de elementos rgidos, o segundo componente dito como atuado em modo positivo, ou positivamente, pelo primeiro.

Adubadora automotriz: mquina destinada aplicao de fertilizante slido granulado e desenvolvida para o setor canavieiro.

 Adubadora tracionada: implemento agrcola que, quando acoplado a um trator agrcola, pode realizar a operao de aplicar fertilizantes slidos granulados ou em p.

 

 

 

 

  

Amaciador de bifes: mquina com dois ou mais cilindros dentados paralelos tracionados que giram em sentido de rotao inversa, por onde so passadas peas de bife pr-cortadas. composto por: estrutura, bocal de alimentao, cilindros tracionados dentados e rea de descarga. A operao de amaciamento consiste na introduo do bife pelo bocal, passando-o por entre os cilindros dentados, sendo recolhido na rea de descarga.

 

Amassadeira: mquina concebida para uso industrial ou comercial destinada a obter uma mistura homognea para massas alimentcias. Composio bsica: estrutura, acionamento, batedor, bacia e protees. Para seu funcionamento, o sistema de acionamento transmite potncia para o batedor, que realiza movimento de rotao sem movimento de translao, fazendo-o girar e misturar os ingredientes para produo da massa. O sistema de acionamento pode transmitir potncia para o batedor e para a bacia simultaneamente, mantendo ambos em movimento de rotao. Em certos casos a bacia gira pela ao mecnica do batedor sobre a massa. Tanto o batedor quanto a bacia podem ter velocidade de rotao contnua ou varivel.

 

ngulo de lance: ngulo formado entre a inclinao do meio de acesso e o plano horizontal.

 

AOPD (Active Opto-electronic Protective Device): dispositivo com funo de detectar interrupo da emisso ptica por um objeto opaco presente na zona de detecespecificada, como cortina de luz, detector de presena laser mltiplos feixes, monitor de rea a laser, fotoclulas de segurana para controle de acesso. Sua funo realizada por elementos sensores e receptores optoeletrnicos.

 

Assento instrucional: assento de mquina autopropelida projetado para fins exclusivamente instrucionais.

 

Autoteste: teste funcional executado automaticamente pelo prprio dispositivo, na inicializao do sistema e durante determinados perodos, para verificao de falhas e defeitos, levando o dispositivo para uma condio segura.

 

Baixa velocidade ou velocidade reduzida: velocidade inferior de operao, compatvel com o trabalho seguro.

 

Balancim de brao mvel manual - balancim jacar: mquina destinada ao corte de couro e materiais similares, operada por um trabalhador, dotada de uma superfcie de corte no mvel correspondente rea til total disponvel e de um brao que contm a superfcie de impacto mvel, ou seja, base prensora, que capaz de se deslocar em um movimento de arco horizontal sobre a superfcie de corte.

 

Balancim tipo ponte manual - balancim ponte: mquina destinada ao corte de couro e materiais similares, operada por um  trabalhador,  na  qual  a  superfcie  de  impacto  fica  conectada  ou  presa    ponte  que  se  desloca  horizontal  e verticalmente sobre uma superfcie de corte no mvel.

 

Batedeira: mquina concebida para uso industrial ou comercial destinada a obter uma mistura homognea para massas ou  cremes,   de  consistncia  leve  ou  mdia.    composta  basicamente  por  estrutura,  acionamento,  batedores intercambiveis que podem ter diversas geometrias, bacia e protees. Para seu funcionamento, o motor transmite potncia para o batedor, fazendo-o girar e misturar os ingredientes para a produo da massa, mantendo a bacia fixa. Durante  o  processo  de  operao,  o  batedor  apresenta  movimento  de  rotao  sobre  seu  eixo,  podendo  ainda  ter movimento de translao circular, denominado planetrio, enquanto a bacia permanece fixa. O batedor pode ter velocidade de rotao e translao contnua ou varivel. Em alguns casos a bacia pode ser movimentada manual ou eletricamente na direo vertical para ajuste operacional.

 

Burla: ato de anular de maneira simples o funcionamento normal e seguro de dispositivos ou sistemas da mquina, utilizando para acionamento quaisquer objetos disponveis, tais como, parafusos, agulhas, peas em chapa de metal, objetos de uso dirio, como chaves e moedas ou ferramentas necessrias utilizao normal da mquina.

 

Categoria: classificao das partes de um sistema de comando relacionadas segurana, com respeito sua resistncia a defeitos e seu subsequente comportamento na condio de defeito, que alcanada pela combinao e interligao das partes e/ou por sua confiabilidade. O desempenho com relao ocorrncia de defeitos, de uma parte de um sistema de comando, relacionado segurana, dividido em cinco categorias (B, 1, 2, 3 e 4) segundo a norma ABNT NBR 14153 Segurana de mquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas segurana - Princpios gerais para projeto, equivalente norma EN 954-1 - Safety of machinery - Safety related parts of control systems, que leva em conta princpios qualitativos para sua seleo . Na comunidade internacional a EN 954-1, em processo de substituio, convive com sua sucessora, a EN ISO 13849-1:2008 - Safety of machinery - Safety related parts of control systems, que estabelece critrios quantitativos, no mais divididos em categorias, mas em nveis de A a E, sendo que o E o mais elevado. Para seleo do nvel, denominado perfomance level - PL, necessria a aplicao de complexa frmula matemtica em funo da probabilidade de falha dos componentes de segurana selecionados Safety Integrity Level - SIL, informado pelo fabricante do componente. Pode-se dizer que um determinado componente de segurana com caracterstica SIL3 atende aos requisitos da categoria 4.

 

Categoria 3: quando o comportamento de sistema permite que:

a quando ocorrer o defeito isolado, a funo de segurana sempre seja cumprida;

b)   alguns, mas no todos, defeitos sejam detectados; e

c o acmulo de defeitos no detectados leve perda da funo de segurana.

 

Categoria 4: quando as partes dos sistemas de comando relacionadas segurana devem ser projetadas de tal forma que:

a uma falha isolada em qualquer dessas partes relacionadas segurana no leve perda das funes de segurana, e

b)   a falha isolada seja detectada antes ou durante a prxima atuao sobre a funo de segurana, como, por exemplo, imediatamente, ao ligar o comando, ao final do ciclo de operao da mquina. Se essa deteco no for possvel, o acmulo de defeitos no deve levar perda das funes de segurana.

 

Chave de segurana: componente associado a uma proteo utilizado para interromper o movimento de perigo e manter a mquina parada enquanto a proteo ou porta estiver aberta, com contato mecnico fsico, como as eletromecnicas, ou sem contato, como as pticas e magnticas. Deve ter ruptura positiva, duplo canal, contatos normalmente fechados e ser monitorada por interface de segurana. A chave de segurana no deve permitir sua manipulao burla por meios simples, como chaves de fenda, pregos, fitas, etc.

 

Chave de segurana eletromecnica: componente associado a uma proteo utilizado para interromper o movimento de perigo e manter a mquina desligada enquanto a proteo ou porta estiver aberta. Seu funcionamento se d por contato fsico entre o corpo da chave e o atuador - lingueta ou por contato entre seus elementos - chave de um s corpo, como o fim de curso de segurana. passvel de desgaste mecnico, devendo ser utilizado de forma redundante, quando a anlise de risco assim exigir, para evitar que uma falha mecnica, como a quebra do atuador dentro da chave, leve perda da condio de segurana. Deve ainda ser monitorado por interface de segurana para deteco de falhas eltricas e no deve permitir sua manipulao - burla por meios simples, como chaves de fenda, pregos, fitas, etc.

Deve ser instalado utilizando-se o princpio de ao e ruptura positiva, de modo a garantir a interrupo do circuito de comando eltrico, mantendo seus contatos normalmente fechados - NF ligados de forma rgida, quando a proteo for aberta. 

Colhedora de algodo: a colhedora de algodo possui um sistema de fusos giratrios que retiram a fibra do algodo sem prejudicar a parte vegetativa da planta, ou seja, caules e folhas. Determinados modelos tm como caracterstica a separao da fibra e do caroo, concomitante operao de colheita.

Colhedora de caf: equipamento agrcola automotriz que efetua a derria e a colheita de caf.

 

 

 

Colhedora de cana-de-acar: equipamento que permite a colheita de cana de modo uniforme, por possuir sistema de corte de base capaz de cortar a cana-de-acar acompanhando o perfil do solo. Possui um sistema de elevador que desloca a cana cortada at a unidade de transbordo.

 

 

 

 

 

Colhedora de forragem ou forrageira autopropelida: equipamento agrcola automotriz apropriado para colheita e forragem de milho, sorgo, girassol e outros. Executa o corte da planta, sendo capaz de colher ou recolher, triturar e recolher a cultura cortada em contentores ou veculos separados de transbordo.

 

 

Colhedora de gros: mquina destinada colheita de gros, como trigo, soja, milho, arroz, feijo, etc. O produto recolhido por meio de uma plataforma de corte e conduzido para a rea de trilha e separao, onde o gro separado da palha, que expelida, enquanto o gro transportado ao tanque graneleiro.

Colhedora de laranja: mquina agrcola autopropelida que efetua a colheita da laranja e outros ctricos similares.

 

 

Controlador configurvel de segurana - CCS: equipamento eletrnico computadorizado hardware, que utiliza memria configurvel para armazenar e executar internamente intertravamentos de funes especficas de programa - software, tais como sequenciamento, temporizao, contagem e blocos de segurana, controlando e monitorando por meio de entradas e sadas de segurana vrios tipos de mquinas ou processos. Deve ter trs princpios bsicos de funcionamento: redundncia, diversidade e autoteste. O software instalado deve garantir sua eficcia de forma a reduzir ao mnimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana no projeto, a fim de evitar o comprometimento de qualquer  funo  relativa    segurana,  bem  como  no  permitir  alterao  dos  blocos  de  funo  de  segurana especficos.

Controlador lgico programvel - CLP de segurana: equipamento eletrnico computadorizado - hardware, que utiliza memria programvel para armazenar e executar internamente instrues e funes especficas de programa - software, tais como lgica, sequenciamento, temporizao, contagem, aritmtica e blocos de segurana, controlando e monitorando por meio de entradas e sadas de segurana vrios tipos de mquinas ou processos. O CLP de segurana deve ter trs princpios bsicos de funcionamento: redundncia, diversidade e autoteste. O software instalado deve garantir sua eficcia de forma a reduzir ao mnimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana no projeto, a fim de evitar o comprometimento de qualquer funo relativa segurana, bem como no permitir alterao dos blocos de funo de segurana especficos.

 

Dispositivo de comando bimanual: dispositivo que exige, ao menos, a atuao simultnea pela utilizao das duas mos, com o objetivo de iniciar e manter, enquanto existir uma condio de perigo, qualquer operao da mquina, propiciando uma medida de proteo apenas para a pessoa que o atua.

 

Dispositivo de comando de ao continuada: dispositivo de comando manual que inicia e mantm em operao elementos da mquina ou equipamento apenas enquanto estiver atuado.

 

Dispositivo de comando por movimento limitado passo a passo: dispositivo de comando cujo acionamento permite apenas um deslocamento limitado de um elemento de uma mquina ou equipamento, reduzindo assim o risco tanto quanto possvel, ficando excludo qualquer movimento posterior at que o comando seja desativado e acionado de novo.

 

Dispositivo de intertravamento: chave de segurana mecnica, eletromecnica, magntica ou ptica projetada para este fim e sensor indutivo de segurana, que atuam enviando um sinal para a fonte de alimentao do perigo e interrompendo o movimento de perigo toda a vez que a proteo for retirada ou aberta.

 

Dispositivo de reteno mecnica: dispositivo que tem por funo inserir em um mecanismo um obstculo mecnico, como cunha, veio, fuso, escora, calo etc., capaz de se opor pela sua prpria resistncia a qualquer movimento perigoso, por exemplo, queda de uma corredia no caso de falha do sistema de reteno normal.

 

Dispositivo inibidor ou defletor: obstculo fsico que, sem impedir totalmente o acesso a uma zona perigosa, reduz sua probabilidade restringindo as possibilidades de acesso.

 

Dispositivo limitador: dispositivo que impede que uma mquina ou elemento de uma mquina ultrapasse um dado limite, por exemplo, limite no espao, limite de presso etc.

 

Distncia de segurana: distncia que protege as pessoas do alcance das zonas de perigo, sob condies especficas para diferentes situaes de acesso. Quando utilizadas protees, ou seja, barreiras fsicas que restringem o acesso do corpo ou parte dele, devem ser observadas as distncias mnimas constantes do item A do Anexo I desta Norma, que apresenta os principais quadros e tabelas da ABNT NBRNM-ISO 13852 - Segurana de Mquinas - Distncias de segurana para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores. As distncias de segurana para impedir o acesso dos membros inferiores so determinadas pela ABNT NBRNM-ISO 13853 e devem ser utilizadas quando h risco apenas para os membros inferiores, pois quando houver risco para membros superiores e inferiores as distncias de segurana previstas na norma para membros superiores devem ser atendidas. As normas ABNT NBRNM-ISO 13852 e ABNT NBRNM-ISO 13853 foram reunidas em uma nica norma, a EN ISO 13857:2008 - Safety of machinery - Safety distances to prevent hazard zones being reached by upper and lower limbs, ainda sem traduo no Brasil.

 

Diversidade: aplicao de componentes, dispositivos ou sistemas com diferentes princpios ou tipos, podendo reduzir a probabilidade de existir uma condio perigosa.

 

Engate mecnico por chaveta ou similar: tipo de acoplamento que, uma vez colocado em funcionamento ou ativado, no pode ser desengatado at que o martelo tenha realizado um ciclo completo. O conceito inclui ainda certos tipos de acoplamento que somente podem ser desengatados em certas posies do ciclo de funcionamento. Prensas com esse tipo de acoplamento so extremamente perigosas, e sua fabricao proibida.

 

Equipamento tracionado: equipamento que desenvolve a atividade para a qual foi projetado, deslocando-se por meio do sistema de propulso de outra mquina que o conduz.

 

Escada de degraus com espelho: meio de acesso permanente com um ngulo de lance de 20 (vinte graus) a 45 (quarenta e cinco graus), cujos elementos horizontais so degraus com espelho.

 

Escada de degraus sem espelho: meio de acesso com um ngulo de lance de 45 (quarenta e cinco graus) a 75 (setenta e cinco graus), cujos elementos horizontais so degraus sem espelho.

 

Escada do tipo marinheiro: meio permanente de acesso com um ngulo de lance de 75 (setenta e cinco graus) a 90 (noventa graus), cujos elementos horizontais so barras ou travessas.

 

Escorregamento: movimento do eixo de manivela, excntrico, alm de um ponto de parada definido.  

Escavadeira hidrulica em aplicao florestal: escavadeira projetada para executar trabalhos de construo, que pode ser  utilizada  em  aplicao  florestal  por  meio  da  instalao  de  dispositivos  especiais  que  permitam  o  corte, desgalhamento, processamento ou carregamento de toras.

Espaconfinado: qualquer rea  ou ambiente no projetado  para ocupao  humana contnua,  que possua meios limitados de entrada e sada, com ventilao insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir deficincia ou enriquecimento de oxignio.

 

Especificao e limitao tcnica: para efeito desta Norma so informaes detalhadas na mquina ou manual, tais como: capacidade, velocidade de rotao, dimenses mximas de ferramentas, massa de partes desmontveis, dados de regulagem, necessidade de utilizao de EPI, frequncia de inspees e manutenes etc.

 

ESPS (Electro-sensitive protective Systems): sistema composto por dispositivos ou componentes que operam conjuntamente, com objetivo de proteo e sensoriamento da presena humana, compreendendo no mnimo: dispositivo de sensoriamento, dispositivo de monitorao ou controle e dispositivo de chaveamento do sinal de sada.

 

Exigncia Cognitiva: exigncia ligada a processos mentais como percepo, ateno, memria, raciocnio, agilidade mental, linguagem e interpretao. Envolve a necessidade de absorver informaes, de memorizao por meio da captao sensitiva, ou seja, viso, audio, tato, etc., de interpretar, compreender, avaliar, discriminar para ento reagir, tomar uma deciso ou efetuar uma ao na interao entre o homem e outros elementos do sistema ou mquinas.

 

Fadiga do trabalhador: manifestao, mental ou fsica, local ou geral, no patolgica, de uma tenso de trabalho excessiva, completamente reversvel mediante descanso.

 

Falha segura: o princpio de falha segura requer que um sistema entre em estado seguro, quando ocorrer falha de um componente relevante segurana. A principal pr-condio para a aplicao desse princpio a existncia de um estado seguro em que o sistema pode ser projetado para entrar nesse estado quando ocorrerem falhas. O exemplo tpico o sistema de proteo de trens (estado seguro = trem parado).

 

Um sistema pode no ter um estado seguro como, por exemplo, um avio. Nesse caso, deve ser usado o princpio de vida segura, que requer a aplicao de redundncia e de componentes de alta confiabilidade para se ter a certeza de que o sistema sempre funcione.

 

Fase de utilizao: fase que compreende todas as etapas de construo, transporte, montagem, instalao, ajuste, operao, limpeza, manuteno, inspeo, desativao e desmonte.

 

Fatiador de frios: mquina com lmina tracionada em formato de disco utilizada para fatiar frios. O tipo mais frequente possui lmina girante em forma de disco com proteo regulvel para cobri-la, como borda do disco e carro porta-frios. A operao de fatiar feita pelo movimento de vai e vem do carro porta-frios, que conduz o material a ser processado sobre a lmina girante. Esse tipo de mquina oferece risco de acidente aos trabalhadores durante a operao, regulagem manual da proteo para expor a lmina para operao de corte, limpeza e afiao. Mquinas mais modernas possuem lmina girante em forma de disco com movimento de vai e vem sob uma mesa horizontal sem acesso aos trabalhadores zona de movimento da lmina. A zona de corte acessada por meio de uma calha vertical porta-frios, que funciona como alimentador, e proteo mvel intertravada, que veda o acesso lmina. A descarga do material processado se d por esteira ou bandeja.

 

Fatiadora de pes: mquina concebida para uso profissional destinada a cortar pes em fatias uniformes e paralelas. basicamente  composta  por  estrutura,  acionamento,  protees  e  dispositivo  de  corte.  O  dispositivo  de  corte  pode seccionar o produto tanto na vertical quanto na horizontal e pode ser constitudo por um conjunto de facas serrilhadas que cortam por movimento oscilatrio ou por uma serra contnua que corta pelo movimento em um nico sentido. Para seu  funcionamento,  o  motor  transmite  potncia  para  o  dispositivo  de  corte  movimentando-o  enquanto  o  po   introduzido para o corte na regio de carga, conduzido pelo dispositivo de alimentao.

 

Feller buncher: trator florestal cortador-enfeixador de troncos para abate de rvores inteiras por meio do uso de implemento de corte com disco ou serra circular e garras para segurar e enfeixar vrios troncos simultaneamente.

 

 

 

 

Forrageira tracionada: implemento agrcola que, quando acoplado a um trator agrcola, pode realizar a operao de colheita ou recolhimento e triturao da planta forrageira, sendo o material triturado, como forragem, depositado em contentores ou veculos separados de transbordo.

 

 

 

 

Grau de proteo - IP: representao numrica com dois algarismos que identificam as caractersticas do invlucro quanto penetrao de objetos slidos ou lquidos, da maneira abaixo descrita.

1 (primeiro) algarismo - determina o grau de proteo dos equipamentos, quanto a objetos slidos:

0 - no protegido;

1 - protegido contra objetos slidos com dimetro maior que 50 mm (cinquenta milmetros);

2 - protegido contra objetos slidos com dimetro maior que 12 mm (doze milmetros);

3 - protegido contra objetos slidos com dimetro maior que 2,5 mm (dois milmetros e meio);

4 - protegido contra objetos slidos com dimetro maior que 1 mm (um milmetro);

5 - protegido contra poeira;

6 - totalmente protegido contra poeira;

2 (segundo) algarismo - determina o grau de proteo dos equipamentos, quanto entrada de gua:

0 - no protegido;

1 - protegido contra quedas verticais de gotas d'gua;

2 - protegido contra quedas verticais de gotas d'gua para uma inclinao mxima de 15 (quinze graus);

3 - protegido contra gua aspergida de um ngulo de +/- 69 (mais ou menos sessenta e nove graus);

4 - protegido contra projees d'gua;

5 - protegido contra jatos d'gua;

6 - protegido contra ondas do mar ou jatos potentes;

7 - protegido contra imerso;

8 - protegido contra submerso.

Harvester: trator florestal cortador de troncos para abate de rvores, utilizando cabeote processador que corta troncos um por vez, e que tem capacidade de processar a limpeza dos galhos e corte subsequente em toras de tamanho padronizado.

 

Implemento Agrcola e Florestal: dispositivo sem fora motriz prpria que conectado a uma mquina e que, quando puxado, arrastado ou operado, permite a execuo de operaes especficas voltadas para a agricultura, pecuria e florestal,  como  preparo  do  solo,  tratos  culturais,  plantio,  colheita,  abertura  de  valas  para  irrigao  e  drenagem, transporte, distribuio de rao ou adubos, poda e abate de rvores, etc.

 

Informao ou smbolo indelvel: aquele aplicado diretamente sobre a mquina, que deve ser conservado de forma integra e legvel durante todo o tempo de utilizao mquina.

 

Interface de segurana: dispositivo responsvel por realizar o monitoramento, verificando a interligao, posio e funcionamento de outros dispositivos do sistema, impedindo a ocorrncia de falha que provoque a perda da funo de segurana, como rels de segurana, controladores configurveis de segurana e CLP de segurana.

 

Intertravamento com bloqueio: proteo associada a um dispositivo de intertravamento com dispositivo de bloqueio, de tal forma que:

-     as funes perigosas cobertas pela proteo no possam operar enquanto a mquina no estiver fechada e bloqueada;

-     a proteo permanece bloqueada na posio fechada at que tenha desaparecido o risco de acidente devido s funes perigosas da mquina; e

-     quando a proteo estiver bloqueada na posio fechada, as funes perigosas da mquina possam operar, mas o

fechamento e o bloqueio da proteo no iniciem por si prprios a operao dessas funes.

Geralmente apresenta-se sob a forma de chave de segurana eletromecnica de duas partes: corpo e atuador - lingueta.

 

Laminadora: mquina concebida para uso profissional na indstria alimentcia. Destina-se a laminar massa por passagem consecutiva em movimento de vai e vem entre rolos rotativos tracionados com regulagem de altura. Pode possuir rolos rotativos de corte intercambiveis, oferecendo opo de impresso e corte da massa.

 

Lanterna traseira de posio: dispositivo designado para emitir um sinal de luz para indicar a presena de uma mquina.

 

Limiar  dqueimaduras:  temperatura  superficial  que  define  o  limite  entre  a  ausncia  de  queimaduras  e  uma queimadura de espessura parcial superficial, causada pelo contato da pele com uma superfcie aquecida, para um perodo especfico de contato.

 

Manpulo ou pega-mo: dispositivo auxiliar, incorporado estrutura da mquina ou nela afixado, que tem a finalidade de permitir o acesso.

 

Mquina agrcola e florestal autopropelida ou automotriz: mquina destinada a atividades agrcolas e florestais que se desloca sobre meio terrestre com sistema de propulso prprio.

 

Mquina autopropelida ou automotriz: para fins desta Norma, aquela que se desloca em meio terrestre com sistema de propulso prprio.

 

Mquina de construo em aplicao agro-florestal: mquina originalmente concebida para realizao de trabalhos relacionados construo e movimentao de solo e que recebe dispositivos especficos para realizao de trabalhos ligados a atividades agroflorestais.

 

Mquina e equipamento: para fins de aplicao desta Norma, o conceito inclui somente mquina e equipamento de uso no domstico e movido por fora no humana.

 

Mquina estacionria: aquela que se mantm fixa em um posto de trabalho, ou seja, transportvel para uso em bancada ou em outra superfcie estvel em que possa ser fixada.

 

Mquina ou equipamento manual: mquina ou equipamento porttil guiado mo.

 

Mquina  ou  implemento  projetado:  todo  equipamento  ou  dispositivo  desenhado,  calculado,  dimensionado  e construdo por profissional habilitado, para o uso adequado e seguro.

 

Modeladora: mquina concebida para uso na indstria alimentcia, para modelar massa para pes por passagem entre rolos rotativos, que achatam a poro de massa a ser modelada. A poro de massa achatada enrolada pela passagem entre duas superfcies, que podem ser duas correias transportadoras ou uma correia transportadora e uma placa fixa e, por  fim,   alongada  pela passagem  entre  correias  transportadoras.   composta  basicamente  por estrutura,  correia transportadora de alimentao, correias transportadoras de descarga e moldagem ou alongamento, protees, conjunto de guias, conjunto de rolos e acionamento. Para seu funcionamento, o motor de acionamento transmite potncia s correias transportadoras e ao conjunto de rolos, e cada rolo adquire movimento de rotao sobre seu eixo causando a passagem da massa entre eles. Pode operar com alimentao e descarga manuais. Em determinadas situaes o mesmo tipo de mquina tambm denominado alongadora.

 

Moedor de carne - picador de carne: mquina que utiliza rosca sem fim para moer carne. composta por bocal instalado em bandeja para entrada da carne e rosca sem fim dentro de duto que a conduz em direo lmina de corte e, em seguida, at o bocal perfurado - zona de descarga.

 

Moinho para farinha de rosca: mquina concebida para uso profissional, destinada a reduzir mecanicamente partes de po torrado em farinha. composta por base e bocal, acionamento, protees e dispositivo de moagem.

 

Monitoramento: funo intrnseca de projeto do componente ou realizada por interface de segurana que garante a funcionalidade de um sistema de segurana quando um componente ou um dispositivo tiver sua funo reduzida ou limitada, ou quando houver situaes de perigo devido a alteraes nas condies do processo.

 

Motocultivador - trator de Rabias, mula mecnica ou microtrator : equipamento motorizado de duas rodas utilizado para tracionar implementos diversos, desde preparo de solo at colheita. Caracteriza-se pelo fato de o operador caminhar atrs do equipamento durante o trabalho.

 

Motopoda: mquina similar motosserra, dotada de cabo extensor para maior alcance nas operaes de poda.

 

Motosserra: serra motorizada de empunhadura manual utilizada principalmente para corte e poda de rvores equipada obrigatoriamente com:

a freio manual ou automtico de corrente, que consiste em dispositivo de segurana que interrompe o giro da corrente, acionado pela mo esquerda do operador;

b)   pino pega-corrente, que consiste em dispositivo de segurana que reduz o curso da corrente em caso de rompimento, evitando que atinja o operador;

c protetor da mo direita, que consiste em proteo traseira que evita que a corrente atinja a mo do operador em caso de rompimento;

d)   protetor  da  mo  esquerda,  que  consiste  em  proteo  frontal  para  evitar  que  a  mo  do  operador  alcance involuntariamente a corrente durante a operao de corte; e

e trava de segurana do acelerador, que consiste em dispositivo que impede a acelerao involuntria.

 

Muting: desabilitao automtica e temporria de uma funo de segurana por meio de componentes de segurana ou circuitos de comando responsveis pela segurana, durante o funcionamento normal da mquina.

 

Opcional: dispositivo ou sistema no previsto nesta Norma, como faris auxiliares.

 

Outro tipo de microtrator e cortador de grama autopropelido: mquina de pequeno porte destinada execuo de servios gerais e de conservao de jardins residenciais ou comerciais. Seu peso bruto total sem implementos no ultrapassa 600 kg (seiscentos quilogramas).

 

 

 

  

Permisso de trabalho - ordem de servio: documento escrito, especfico e auditvel, que contenha, no mnimo, a descrio do servio, a data, o local, nome e a funo dos trabalhadores e dos responsveis pelo servio e por sua emisso e os procedimentos de trabalho e segurana.

 

Plantadeira tracionada: implemento agrcola que, quando acoplado a um trator agrcola, pode realizar a operao de

plantio de culturas, como sementes, mudas, tubrculos ou outros.

 

Plataforma ou escada externa para mquina autopropelida agrcola, florestal e de construo em aplicaes agro- florestais: dispositivo de apoio no fixado de forma permanente na mquina.

 

Posto de operao: local da mquina ou equipamento de onde o trabalhador opera a mquina.

 

Posto de trabalho: qualquer local de mquinas e equipamentos em que seja requerida a interveno do trabalhador.

 

Prensa   mecnic excntric servoacionada mquina   que   utiliz motor   de   torque   ou   servomotor   ligado mecanicamente ao eixo de acionamento da mquina. O servoacionamento deve ficar intertravado com o sistema de segurana. Esse tipo de acionamento deve possuir um dispositivo de reteno do martelo, que pode ser incorporado no prprio motor. O sistema redundante de frenagem deve ser dimensionado de forma que possa bloquear o movimento do martelo em qualquer ngulo do excntrico, em caso de emergncia ou no caso de interveno para manuteno. O sistema deve ser intertravado ao sistema de controle eltrico de segurana e projetado para atender ao nvel de categoria

4 (quatro) de proteo.

 

Profissional habilitado para a superviso da capacitao: profissional que comprove concluso de curso especfico na rea de atuao, compatvel com o curso a ser ministrado, com registro no competente conselho de classe, se necessrio.

 

Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe, se necessrio.

 

Profissional ou trabalhador capacitado: aquele que recebeu capacitao sob orientao e responsabilidade de profissional habilitado.

 

Profissional ou trabalhador qualificado: aquele que comprove concluso de curso especfico na sua rea de atuao e reconhecido pelo sistema oficial de ensino.

 

Proteo fixa distante: proteo que no cobre completamente a zona de perigo, mas que impede ou reduz o acesso em razo de suas dimenses e sua distncia em relao zona de perigo, como, por exemplo, grade de permetro ou proteo em tnel.

 

Psicofisiolgico: caracterstica que engloba o que constitui o carter distintivo, particular de uma pessoa, incluindo suas capacidades sensitivas, motoras, psquicas e cognitivas, destacando, entre outras, questes relativas aos reflexos, postura, ao equilbrio, coordenao motora e aos mecanismos de execuo dos movimentos que variam intra e inter indivduos. Inclui, no mnimo, o conhecimento antropolgico, psicolgico, fisiolgico relativo ao ser humano. Engloba, ainda, temas como nveis de vigilncia, sono, motivao e emoo, memria e aprendizagem.

 

Pulverizador autopropelido: instrumento ou mquina utilizado na agricultura no combate s pragas da lavoura, infestao de plantas daninha e insetos. Sua maior funo permitir o controle da dosagem na aplicao de defensivos ou fertilizantes sobre determinada rea.

 

 

 

  

Pulverizador tracionado: implemento agrcola que, quando acoplado a um trator agrcola, pode realizar a operao de aplicar agrotxicos.

 

 

 

 

Queimadura de espessura parcial superficial: queimadura em que a epiderme completamente destruda, mas os folculos pilosos e glndulas sebceas, bem como as glndulas sudorparas, so poupados.

 

Rampa: meio de acesso permanente inclinado e contnuo em ngulo de lance de 0 (zero grau) a 20 (vinte graus).

 

Redundncia: aplicao de mais de um componente, dispositivo ou sistema, a fim de assegurar que, havendo uma falha em um deles na execuo de sua funo o outro estar disponvel para executar esta funo.

 

Rel de segurana: componente com redundncia e circuito eletrnico dedicado para acionar e supervisionar funes especficas de segurana, tais como chaves de segurana, sensores, circuitos de parada de emergncia, ESPEs, vlvulas e contatores, garantido que, em caso de falha ou defeito desses ou em sua fiao, a mquina interrompa o funcionamento e no  permita  a  inicializao  de  um  novo  ciclo,  at  o  defeito  ser  sanado.  Deve  ter  trs  princpios  bsicos  de funcionamento: redundncia, diversidade e autoteste.

 

Ruptura positiva - operao de abertura positiva de um elemento de contato: efetivao da separao de um contato como  resultado  direto  de um  movimento  especfico  do atuador  da chave do  interruptor,  por meio de partes  no resilientes, ou seja, no dependentes da ao de molas.

 

Seletor - chave seletora, dispositivo de validao: chave seletora ou seletora de modo de comando com acesso restrito ou senha de tal forma que:

a possa ser bloqueada em cada posio, impedindo a mudana de posio por trabalhadores no autorizados;

b)   cada posio corresponda a um nico modo de comando ou de funcionamento;

c o modo de comando selecionado tenha prioridade sobre todos os outros sistemas de comando, com exceo da parada de emergncia; e

d)   torne a seleo visvel, clara e facilmente identificvel.

 

Serra fita para corte de carnes em varejo: mquina utilizada em aougue para corte de carnes, principalmente com osso, constituda por duas polias que guiam a fita serrilhada, sendo que o movimento da polia inferior tracionado. operada por um nico trabalhador localizado em frente mquina, deixando as partes laterais e traseiras livres. H constante exposio do operador zona de corte ao manipular a pea de carne a ser cortada.

 

Smbolo - pictograma: desenho esquemtico normatizado, destinado a significar certas indicaes simples.

 

Sistema de proteo contra quedas: estrutura fixada mquina ou equipamento, projetada para impedir a queda de pessoas, materiais ou objetos.

 

Sistema mecnico de frenagem: sistema mecnico utilizado para parada segura do movimento de risco, que garanta o retorno posio frenado quando houver a interrupo da fonte de energia.

 

Talo: parte mais rgida reforada do pneu, que entra em contato com o aro, garantindo sua fixao.

 

Tenso de trabalho - work strain: resposta interna do trabalhador ao ser exposto presso de trabalho, dependente de suas caractersticas individuais, por exemplo, tamanho, idade, capacidade, habilidade, destrezas, etc.

 

Trator acavalado: trator agrcola em que, devido s dimenses reduzidas, a plataforma de operao consiste apenas de um piso pequeno nas laterais para o apoio dos ps e operao.

 

Trator agrcola: mquina autopropelida de mdio a grande porte, destinada a puxar ou arrastar implementos agrcolas. Possui uma ampla gama de aplicaes na agricultura e pecuria, e caracterizado por possuir no mnimo dois eixos para pneus ou esteiras e peso, sem lastro ou implementos, maior que 600 kg (seiscentos quilogramas) e bitola mnima entre pneus traseiros, com o maior pneu especificado, maior que 1280 mm (mil duzentos e oitenta milmetros).

 

 

Trator agrcola estreito: trator de pequeno porte destinado produo de frutas, caf e outras aplicaes nas quais o espao restrito e utilizado para implementos de pequeno porte. Possui bitola mnima entre pneus traseiros, com o maior pneu especificado, menor ou igual a 1280 mm (mil duzentos e oitenta milmetros) e peso bruto total acima de 600 Kg (seiscentos quilogramas).

 

Vlvula e bloco de segurana: componente conectado mquina ou equipamento com a finalidade de permitir ou bloquear, quando acionado, a passagem de fluidos lquidos ou gasosos, como ar comprimido e fluidos hidrulicos, de modo a iniciar ou cessar as funes da mquina ou equipamento. Deve possuir monitoramento para a verificao de sua interligao, posio e funcionamento, impedindo a ocorrncia de falha que provoque a perda da funo de segurana.

 

Zona perigosa: Qualquer zona dentro ou ao redor de uma mquina ou equipamento, onde uma pessoa possa ficar exposta a risco de leso ou dano sade.

 


Guia Trabalhista | CLT | Rotinas Trabalhistas | CIPA | PPP | Auditoria Trabalhista | Preveno Riscos Trabalhistas | Planejamento Carreira | Terceirizao | RPS | Modelos Contratos | Gesto RH | Recrutamento e Seleo | Segurana e Sade | Clculos Trabalhistas | Cargos e Salrios | PLR | Direito Previdencirio | Departamento Pessoal | Direitos Trabalhistas | Boletim Trabalhista | Cursos | Publicaes | Simples Nacional | Contabilidade | Tributao | Normas Legais