QUADRO
I
PARÂMETROS
PARA CONTROLE BIOLÓGICO DA EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL
A ALGUNS AGENTES QUÍMICOS
|
Agente Químico |
Indicador Biológico |
VR |
IBMP |
Método Analítico |
Amostragem |
Interpretação |
Vigência |
|
|
Mat. Biológ. |
Análise |
|||||||
|
Anilina |
Urina Sangue |
p-aminofenol e/ou Metahemoglobina |
Até 2% |
50mg/g creat. 5% |
CG E |
FJ FJ0-1 |
EE SC+ |
|
|
Arsênico |
Urina |
Arsênico |
Até 10ug/g creat. |
50ug/g
creat. |
E ou EAA |
FS+T-6 |
EE |
|
|
Cádmio |
Urina |
Cádmio |
Até
2ug/g creat. |
5ug/g
creat. |
EAA |
NC T- 6 |
SC |
|
|
Chumbo Inorgânico |
Sangue Urina Sangue |
Chumbo e Ác. delta amino levulínico ou Zincoprotoporfirina |
Até 40ug/100 ml Até 4,5 mg/g creat. Até 40ug/100 ml |
60ug/100
ml 10mg/g
creat. 100ug/100 ml |
EAA E HF |
NC T-1 NC T-1 NC T-1 |
SC SC SC |
|
|
Chumbo Tetraetila |
Urina |
Chumbo |
Até 50ug/g creat. |
100ug/g
creat. |
EA A |
FJ 0-1 |
EE |
|
|
Cromo Hexavalente |
Urina |
Cromo |
Até 5 ug/g creat. |
30ug/
creat. |
EA A |
FS |
EE |
|
|
Diclorometano |
Sangue |
Carboxihemoglobina |
Até 1% NF |
3,5% NF |
E |
FJ 0-1 |
SC + |
|
|
Dimetilformamida |
Urina |
N-Metilformamida |
|
40mg/g creat. |
CG ou CLAD |
FJ |
EE |
P-18 |
|
Dissulfeto de Carbono |
Urina |
Ác. 2-Tio-Tiazolidina |
|
5mg/g
creat. |
CG ou CLAD |
FJ |
EE |
P-25 |
|
Ésteres Organofosforados e Carbamatos |
Sangue |
Acetil-Colinesterase Eritrocitária ou Colinesterase Plasmática
ou Colinesterase Eritrocitária e plasmática (sangue total) |
Determinar a atividade pré- ocupacional |
30% de depressão da atividade inicial 50% de depressão da atividade inicial 25% de depresesão da atividade
inicial |
|
NC NC NC |
SC SC SC |
|
|
Estireno |
Urina Urina |
Ác. Mandélico e/ou Ác.
Fenil-Glioxilico |
|
0,8g/g
creat. 240mg/g
creat. |
CG ou CLAD CG ou CLAD |
FJ FJ |
EE EE |
|
|
Etil-Benzeno |
Urina |
Ác. Mandélico |
|
1,5g/g
creat. |
CG ou CLAD |
FS |
EE |
|
|
Fenol |
Urina |
Fenol |
20mg/g
creat. |
250mg/g
creat. |
CG ou CLAD |
FJ 0-1 |
EE |
|
|
Flúor e Fluoretos |
Urina |
Fluoreto |
Até 0,5mg/g |
3mg/g creat. no início da jornada e
10mg/g creat. no final da jornada |
IS |
PP+ |
EE |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Mercúrio Inorgânico |
Urina |
Mercúrio |
Até 5ug/g creat. |
35ug/g
creat. |
EA A |
PU T-12 12 |
EE |
|
|
Metanol |
Urina |
Metanol |
Até 5mg/l |
15mg/l |
CG |
FJ
0-1 |
EE |
|
|
Metil-Etil-Cetona |
Urina |
Metil-Etil-Cetona |
|
2mg/l |
CG |
FJ |
EE |
P-12 |
|
Monóxido de Carbono |
Sangue |
Carboxihemoglobina |
Até 1% NF |
3,5 NF |
E |
FJ 0-1 |
SC + |
|
|
N-Hexano |
Urina |
2,5
Hexanodiona |
|
5mg/g
creat. |
CG |
FJ |
EE |
P-18 |
|
Nitrobenzeno |
Sangue |
Metahemoglobina |
Até 2% |
5% |
E |
FJ
0-1 |
SC + |
|
|
Pentaclorofenol |
Urina |
Pentaclorofenol |
|
2mg/g
creat. |
CG ou CLAD |
FS + |
EE |
|
|
Tetracloroetileno |
Urina |
Ác.
Tricloroacético |
|
3,5mg/l |
E |
FS+ |
EE |
|
|
Tolueno |
Urina |
Ác. Hipúrico |
Até
1,5g/g creat. |
2,5 g/g
creat. |
CG ou CLAD |
FJ -
1 |
EE |
|
|
Tricloroetano |
Urina |
Triclorocompostos Totais |
|
40mg/g
creat. |
E |
FS |
EE |
|
|
Tricloroetileno |
Urina |
Triclorocompostos Totais |
|
300mg/g
creat. |
E |
FS |
EE |
|
|
Xileno |
Urina |
Ác. Metil-Hipúrico |
|
1,5g/g
creat. |
CG ou CLAD |
FJ |
EE |
|
QUADRO
I
(ANEXO
I)
Abreviaturas:
IBMP
Índice Biológico Máximo
Permitido: é o valor máximo do indicador biológico para o qual se supõe que
a maioria das pessoas ocupacionalmente expostas não corre risco de dano à saúde.
A ultrapassagem deste valor significa exp osição excessiva;
VR
Valor de Referência da
Normalidade: valor possível de ser encontrado em populações não-expostas
ocupacionalmente;
NF
Não-Fumantes.
Método Analítico
Recomendado:
E
Espectrofotometria
Ultravioleta/Visível;
EAA
Espectrofotometria de
Absorção Atômica;
CG
Cromatografia em Fase
Gasosa;
CLAD
Cromatografia Líquida
de Alto Desempenho;
IS
Eletrodo Ion Seletivo;
HF
Hematofluorômetro.
Condições de
Amostragem:
FJ
Final do último dia de
jornada de trabalho (recomenda-se evitar a primeira jornada da semana);
FS
Final do último dia de
jornada da semana;
FS+
Início da última
jornada da semana;
PP+,
Pré e pós a 4a
jornada de trabalho da semana;
PU
Primeira urina da manhã;
NC
Momento de amostragem
"não crítico": pode ser feita em qualquer dia e horário, desde que
o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 (quatro) semanas sem
afastamento maior que 4 (quatro) dias;
T-1
Recomenda-se iniciar a
monitorização após 1 (um) mês de exposição;
T-6
Recomenda-se iniciar a
monitorização após 6 (seis) meses de exposição;
T-12
Recomenda-se iniciar a
monitorização após 12 (doze) meses de exposição;
0-1
Pode-se fazer a diferença
entre pré e pós-jornada.
Interpretação:
EE
O indicador biológico
é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do limite de tolerância,
mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio,
ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de
qualquer sistema biológico;
SC
Além de mostrar uma
exposição excessiva, o indicador biológico tem também significado clínico
ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um
efeito ou uma disfunção do sistema
biológico avaliado;
SC+
O indicador biológico
possui significado clínico ou toxicológico próprio, mas, na prática, devido
à sua curta meia-vida biológica, deve ser considerado como EE.
Vigência:
P-12
A inspeção do
trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 12 (doze)
meses após a publicação desta norma;
P-18
A inspeção do
trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 18 (dezoito)
meses após a publicação desta norma;
P-24
A inspeção do
trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 24 (vinte e
quatro) meses após a publicação desta norma.
Recomendação:
Recomenda-se executar a
monitorização biológica no coletivo, ou seja, monitorizando os resultados do
grupo de trabalhadores expostos a riscos quantitativamente semelhantes.
QUADRO
II
PARÂMETROS
PARA MONITORIZAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
A
ALGUNS RISCOS À SAÚDE
(redação
dada pela Portaria nº 19 de 09 de Abril de 1998)
|
Risco |
Exame Complementar |
Periodicidade dos Exames |
Método de Execução |
Critério de Interpretação |
Observações |
||||
|
Ruído |
Vide Anexo I – Quadro II |
||||||||
|
Aerodispersóides FIBROGÊNICOS |
Telerradiografia do tórrax Espirometria |
Admissional e anual Admissional e bienal |
Radiografia em posição póstero-anterior (PA) Técnica preconizada pela OIT, 1980 Técnica preconizada pela American
Thoracic Society,
1987 |
Classificação internacional da OIT para radiografias |
|
||||
|
Aerodispersóide NÃO- FIBROGÊNICOS |
Telerradiografia do tórax Espirometria |
Admissional e trienal, se exposição < 15anos Bienal, se exposição > 15 anos Admissional e bienal |
Radiografia em posição póstero-anterior (PA) Técnica preconizada pela OIT, 1980 Técnica preconizada pela American Thoracic Society, 1987 |
Classificação internacional da OIT para radiografias |
|
||||
|
Condições hiperbáricas |
Radiografias de articulações coxo-femorais e escápulo-umerais |
Admissional e anual |
|
|
Ver anexo "B" do Anexo n° 6 da NR 15 |
||||
|
Raidações ionizantes |
Hemograma completo e contagem de plaquetas |
Admissional e semestral |
|
|
|
||||
|
Hormônios sexuais femininos |
Apenas em homens; Testosterona total ou plasmática livre LH e FSH |
Admissional e semestral |
|
|
|
||||
|
Benzeno |
Hemograma completo e plaquetas |
Admissional e semestral |
|
|
|
||||
Guia Trabalhista |
CLT | Rotinas
Trabalhistas |
CIPA | PPP | Auditoria
Trabalhista |
Acidentes de Trabalho |
Prevenção Riscos Trabalhistas | Planejamento
de Carreira | Terceirização | RPS
| Modelos
de Contratos |