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MEREÇO UMA PROMOÇÃO E MEU CHEFE NÃO ENXERGA ISSO - CADÊ MEU RECONHECIMENTO?

Sergio Ferreira Pantaleão

Não são raros os casos de profissionais que não se sentem valorizados por parte da empresa, seja pelos treinamentos programados em que seu nome não está incluso, pela ocupação de vagas internas em outras áreas em que não participou do processo seletivo, pela falta de uma promoção que acredita já deveria ter ocorrido, enfim, de oportunidades que apareceram e que, por um motivo ou outro, não é sequer lembrado.

Será que ninguém enxerga o meu trabalho? Ninguém está vendo o quanto estou contribuindo para esta empresa? Quando serei reconhecido por isso? Não adianta, por mais que eu faça não serei reconhecido pelo meu chefe!

Talvez muitos estejam vivenciando estas indagações e como não poderia deixar de ser, também não encontram respostas para tais questionamentos. Com certeza também já deve ter pronunciado a famosa frase "até fulano foi promovido e eu não fui!", ou  "fulano que está aqui há 6 meses já recebeu um aumento e eu nada!" e ainda, num momento de maior descontrole ou descontentamento "aquela besta, puxa saco, recebeu promoção e eu com minhas inúmeras competências continuo aqui, sem o reconhecimento do meu chefe!".

Não se está buscando aqui indicar quem está errado ou se há alguém errado nestas situações, até porque o erro pode estar em ninguém ou estar em ambos, ou seja, no chefe (empresa) por realmente não reconhecer quem deveria ou no profissional, por continuar numa empresa que não presta a devida recompensa no seu valor profissional e continua suportando este "empreguinho" por imaginar ser o único, ainda que diante de uma situação econômica mundial desfavorável.

Há uma estória (de autor desconhecido) que já é bastante conhecida no mercado profissional e achei interessante reproduzí-la abaixo:

MOTIVAÇÃO

Por que não fui promovido?

João entra na sala do diretor da empresa e reclama:

- “Por que não fui promovido no lugar de Antônio? Afinal, tenho 15 anos de empresa e o Antônio, só cinco”!

O diretor, ouvindo um barulho de caminhões na rua defronte ao escritório, disse a João:

- “Por favor, veja o que é esse barulho aí na frente”. João foi até a rua, voltou e disse:

- “É uma fila enorme de caminhões que está passando aí na frente”. O diretor perguntou:

- “O que eles estão levando”? João voltou à rua e retornando disse:

- “São caixões”. O diretor perguntou:

- “Caixões com o quê”? João voltou à rua e retornando disse:

- “Não dá pra ver, estão fechados”.

O diretor perguntou:

- “Para onde vão os caminhões?”

João voltou à rua e retornando disse:

- “Vão para a direção leste”.

O diretor disse a João:

- “Acho que posso dar uma resposta ao seu pedido de promoção. Aguarde um pouco aqui na minha sala...

” João ficou radiante esperando, enquanto o diretor chamou Antônio e perguntou-lhe:

- “Antônio, por favor, tem um barulho aí na rua em frente. Veja o que é para mim”.

Cinco minutos depois, Antônio voltou ao diretor e disse:

- “São nove caminhões carregados de caixas com artefatos de ferro da Siqueira e Cia. Fazem parte de uma encomenda que a empresa está mandando para São Paulo. Esta manhã passaram outros dez caminhões com a mesma carga. O carregamento é consignado à firma Zanon Oliveira Ltda, da cidade de Cascavel no Paraná”.

O diretor agradeceu a Antônio e com um sorriso, virou-se para João e limitou-se a apenas dizer-lhe:

- “Entendeu por que Antônio foi promovido?”

Esta estória pode dar a resposta exata de porque determinada promoção ou aumento salarial não ocorre. João fazia exatamente o que o chefe pedia a cada momento, mas não conseguia lhe trazer a resposta desejada. Portanto, ter 5 ou 10 anos de empresa a mais ou fazer exatamente o que o chefe pede, nem sempre representa competência e tampouco seja motivo para reconhecimento profissional.

Cada vez mais estão sendo exigidos comportamentos e atitudes diferentes dos profissionais que atendam e surpreendam as expectativas dos clientes internos (colegas, chefes, diretores e etc.) e dos clientes externos (clientes, empresas, terceiros e etc.).

O fato é que muitas vezes nos acomodamos e acreditamos que aquilo que sempre fizemos irá nos manter no cargo ou hierarquia que ocupamos, sem darmos conta de que outros profissionais (mais jovens, de regiões diferentes, com conhecimento, expectativas e atitudes diferentes) acabam por "atropelar" nossa tímida e acomodada situação dentro da empresa.

É preciso estarmos sintonizados com o que acontece no mundo, de atualizarmos constantemente, seja através de formação acadêmica (graduação, pós-graduação e etc.), de leituras que façam incrementar nosso conhecimento técnico e geral, de trocarmos informações com profissionais da mesma área ou não, de enfrentarmos desafios que irão possibilitar desenvolvermos outras habilidades e competências profissionais, enfim, de estabelecer metas e nos dedicarmos àquilo que temos como objetivos, independentemente se há ou não o patrocínio da empresa.

Se a empresa não ajuda ou não pode ajudar, é preciso buscar outras formas de atingir este desensolvimento através de órgãos governamentais que promovem o desenvolvimento profissional aos que não possuem capacidade financeira para tanto, bem como as entidades filantrópicas e não governamentais que também desenvolvem atividades voltadas à capacitação profissional.

Por isso é sempre importante tirarmos de grandes exemplos (conforme link abaixo), a fonte de nossas aspirações, de nossas mudanças como profissionais e cidadãos. São exemplos como este que deveriam nos mover em busca de aprimoramento e aperfeiçoamento, para que uma promoção ou aumento salarial sejam apenas uma conseqüência daquilo que realizamos profissionalmente e não um fim em si mesmo.

Notícia: Procurador do Ministério Público do PR se torna o primeiro juiz cego do Brasil.

Sergio Ferreira Pantaleão é Administrador, autor de livros técnicos de matéria trabalhista e previdenciária e membro da redação do site Guia Trabalhista.


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