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SOLUÇÕES SIMPLES QUE A EMPRESA NÃO ACREDITA EXISTIR E A ENGENHARIA NÃO ENXERGA

Sergio Ferreira Pantaleão

Num mercado globalizado e tão competitivo acreditamos não existir soluções simples ou inovações que não demandem um orçamento milionário. Tudo que se possa pensar ou imaginar em criar parece já ter sido realizado e "fazer diferente" sem gastar muito é algo quase inatingível.

Qual profissional que não enfrenta este tipo de situação diuturnamente? Quantas indagações, questionamentos sobre um processo industrial que já passou do tempo de ser alterado, modernizado, de forma a atender ao planejamento de produção de maneira eficiente, rápida e com menor custo?

O que enxergamos, muitas vezes, é que enquanto os concorrentes se mostram dinâmicos, audazes, inovadores, que parecem dispor de milhões em investimentos e pessoal qualificado, nossa empresa permanece na mesma, sem mudanças, sem condições de contratar pessoas mais qualificadas e, consequentemente, perdendo mais uma boa parcela da fatia de mercado.

Mais desafiador que pensar que não possui os mesmos recursos de que o concorrente parece dispor, é desconhecer dos próprios recursos, não saber da qualificação, da competência e da capacidade pessoal dos recursos humanos e, por conta disso, utilizar estes recursos de forma ineficiente.

Parece que temos uma tendência a "achar" que somos piores que outros, e isso ocorre quando falamos do país em relação a outros que se dizem melhores, quando comparamos as empresas em que trabalhamos em relação às concorrentes, aos produtos que produzimos em relação aos similares, e até mesmo nas questões pessoais.

É preciso superar estes paradigmas e passar a ter um espírito positivo e empreendedor. O mesmo espírito que você (profissional) tinha quando conquistou aquele emprego e que foi destaque no jornal da família, espalhando para a mãe, irmão, irmã, esposa e vizinhos, que encontrou o emprego da sua vida e que tudo a partir daquele momento iria mudar.

É este espírito que possibilita você enxergar soluções para problemas que parecem ser impossíveis de resolver, ou que a solução só se basta a um elevado orçamento.

Há um ditado comum que diz: "santo de casa não faz milagre". Que bom se fosse apenas um ditado. Muitas empresas desacreditam no seu pessoal e por isso, deixam de ouvir e buscar soluções internas investindo milhões em recursos externos.

Até a área de engenharia, no auge de seu menosprezo, tenta buscar soluções sem ouvir a base, sem conhecer exatamente o que está ocorrendo no âmbito operacional, imaginando que a solução está além do conhecimento de um simples operador.

De forma alguma se está repudiando ao que seja novo, à tecnologia, ou tentando evitar investir em profissionais especializados e recursos que se sabe, são importantes e até imprescindíveis para o desenvolvimento organizacional, mas apenas despertando uma forma de encontrar o novo se utilizando dos recursos que já estão disponíveis na empresa, o que é claramente possível.

É preciso que a empresa, as áreas técnica, gerencial, administrativa e operacional estejam sempre em sintonia, em harmonia. Se não for assim, de que adianta aquela placa contendo a visão, missão e valores da empresa?

As soluções dos problemas, as inovações operacionais, o desenvolvimento de produtos ou a adaptação destes a mercados emergentes, a estratégia de novos negócios decorrem, inevitavelmente, desta sintonia. Supere o paradigma e permita que o santo de casa possa sim, fazer muitos milagres, sob pena deste santo realizar um milagre para o concorrente e lá, se tornar um problema maior do que já é em não lhe permitir ser ouvido.

Transcrevemos três situações as quais nos remetem a rever a forma de pensar e de buscar soluções. Ideias simples, mas que para a empresa ou mesmo para a engenharia, seria impossível de atingir sem demandar um orçamento milionário. Independente da veracidade dos casos, o que se busca é despertar novas soluções para situações que ocorrem no dia a dia de qualquer empresa e que demanda atenção.

Caso 1 - A NASA

Quando, antes dos anos 60, a NASA iniciou o envio de astronautas para o espaço, advertiram que as suas “esferográficas” (bolígrafos) não funcionariam à gravidade zero, dado que a tinta não desceria à superfície onde se desejaria escrever.

Ao fim de 6 anos de testes e investigações, que exigiu um gasto de 12 milhões de dólares, conseguiram desenvolver uma esferográfica que funcionava em gravidade zero, debaixo de água, sobre qualquer superfície incluindo vidro e num leque de temperaturas que iam desde abaixo de zero até 300 graus centígrados.

Os Russos, pelo seu lado, esqueceram e descartaram as esferográficas “bolígrafos” e, simplesmente deram lápis às suas tripulações para que pudessem escrever sem problemas.

Caso 2 - O EMPACOTADOR DE SABONETES

Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tokio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonetes que, ao abri-la, estava vazia. A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e operativa. Os engenheiros da fábrica receberam instruções para desenhar um sistema que impedisse que este problema voltasse a repetir-se.

Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram ao acordo de que o problema tinha sido desencadeado na cadeia de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixa em movimento não foi cheia com o sabonete respectivo.

Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira se assegurasse de que nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250.000,00 dólares.

Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de ser operada pelos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento pediu emprestado um potente ventilador (ventoinha) e apenas o apontou na direção da parte final da passadeira transportadora. Á medida que as caixinhas avançavam nessa direção, as que estavam vazias simplesmente saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.

Caso 3 - O HOTELEIRO de Nova York

O gerente geral de uma cadeia hoteleira americana viajou pela segunda vez para Seul no lapso de um ano. Ao chegar ao hotel onde devia hospedar-se foi recebido calorosamente com um "bem vindo novamente senhor, que bom vê-lo mais uma vez em nosso hotel".

Duvidando de que o recepcionista tivesse tão boa memória e surpreendido pela recepção, propôs-se que - no seu retorno a New York - imporia igual sistema de tratamento ao cliente na cadeia hoteleira que administrava. No seu regresso convocou e reuniu todos os seus gerentes pedindo-lhes para desenvolver uma estratégia ad-hoc (locução latina que significa "para isso") para tal pretensão.

Os gerentes decidiram implementar um software de reconhecimento de rostos, base de dados atualizada dia a dia, câmaras especiais, com um tempo de resposta em micro segundos, assim como a pertinente formação dos empregados, etc., cujo custo aproximado seria de 2,5 milhões de dólares.

O gerente geral descartou a ideia devido aos elevados custos. Meses depois, na sua terceira viagem a Seul, tendo sido recebido da mesma maneira, ofereceu uma boa gratificação ao recepcionista para que lhe revelasse como o faziam.

O recepcionista disse-lhe então: “Repare senhor, aqui temos um acordo com os taxistas do aeroporto. Durante o trajeto eles perguntam ao passageiro se já se hospedou antes neste hotel, e se a resposta é afirmativa, eles depositam as malas do hóspede do lado direito do balcão de atendimento. Se o cliente chega pela primeira vez, as suas malas são colocadas do lado esquerdo. O taxista é gratificado com um dólar pelo seu trabalho".

As empresas que colocam em prática a interação das equipes de trabalho e busca extrair todo conhecimento teórico e prático que os recursos humanos possuem, encontram tais soluções, superando os concorrentes que, invariavelmente, imaginam que foram a custo de alto orçamento, quando na verdade, apenas concederam a oportunidade destes profissionais realizar o trabalho para o qual foram contratados.


Sergio Ferreira Pantaleão é Advogado, Administrador, responsável técnico pelo Guia Trabalhista e autor de obras na área trabalhista e Previdenciária.

Atualizado em 23/04/2014

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